23.2.06

 

Síndrome do Pânico tem Cura Sim!

Sempre fui uma pessoa saudável fisicamente e psicologicamente, um bom jogador de xadrez, futebol de salão e outros esportes, enfim uma pessoa normal, com uma vida normal. Então um dia, eu empresário de 38 anos tranqüilo e sossegado, então aconteceu que em um dos momentos mais tranqüilos e agradáveis da minha vida me senti tonto enquanto brincava na praia, a tontura evoluiu, ficou mais forte saí da água fui caminhando com dificuldade até o automóvel onde estava minha esposa. Chegando no carro a tontura tinha aumentado, comecei a sentir dor de cabeça, vomitei, e logo em seguida comecei a sentir frio embora fosse verão e dia quente, senti o frio mais terrível da minha vida, mil vezes pior que quando estava no exército e dormíamos durante as madrugadas dentro de poças de lama nos brejos. O Frio parecia se originar nas artérias femurais e todas outras grandes artérias, assim meus braços e pernas pareciam estar irrigados com algo gelado.
Fui pra casa, tive uma leve melhora, e a noite senti um mal estar pior que qualquer mal que já passei, a respiração parecia não funcionar estava me sentindo tão fraco que parecia que não tinha forças para encher os pulmões, e assim não respirava o ar só vinha quando começava a me asfixiar, sentia minhas veias jugulares parecendo que inchadas e prontas a explodir, a boca seca, o coração disparado, e o pior de tudo, uma sensação de desorientamento, coisa que mais tarde vi que davam o nome de “desrealização”.
Passei por vários médicos, alguns nitidamente mostravam que o que eu tinha devia ser “frescura” pois todos os exames estavam normais, e assim alternado entre momentos infernais e dias de relativa tranqüilidade passaram-se os meses.
As crises que inicialmente ocorriam várias vezes ao dia e à noite iam se alternando e depois de meses fui aprendendo a conviver com aquilo.
Em uma ocasião abracei meus sobrinhos de de 3 e 4 anos e mentalmente me despedi deles porquê naquele momento senti que não teria mais forças para suportar aquele mal estar e seria inevitável que a morte viesse. Eu pessoa religiosa, não envergonho-me em dizer que tempos depois ao invés de mêdo daquela sensação mostruosamente ruim, medo da morte, passei na verdade a desejar que a morte chegasse rápido, não agüentava mais aquele sofrimento. Finalmente nas minhas peregrinações atrás de médicos achei um que me diagnosticou como portador de Síndorme do Pânico, e melhor que tudo isso o médico é um excelente profissional e aí então tive dias menos ruins.
Só o fato de saber o que estava ocorrendo comigo já aliviava um pouco, passei a ler sobre SP, pesquisei na Internet, participei de comunidades no Orkut, falei com pessoas que tem SP e com o tempo passei a administrar melhor os momentos em que sofria com as crises.
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, se encara o bicho some!
NÃO, não some, mas DIMINUI muito.
Tomei esta atitude de não mais me sujeitar aos momentos de crises, sabia que naquelas condições estava lutando contra um monstro que passava os dias me espreitando, à espera pra atacar fulminantemente, podia ser durante a noite ou então enquanto estivesse brincando com meus sobrinhos, ou nos raros momentos que tinha forças e tentava trabalhar, ou em qualquer outra situação, o ataque era imprevisível e minhas chances de eram mínimas, mas descobri depois de vários meses uma grande Verdade:
Por pior que seja a crise, ela pode durar 5, 10 ou vários minutos, por pior que seja a crise ela passa e termina aquele sofrimento infernal voltando depois para níveis suportáveis.
Então passei a me condicionar a pensar nisto durante a crise; “por pior que seja vai passar, vai terminar !” E isso era uma tarefa difícil, pensar nessa frase, porque nos momentos de crise eu não conseguia manter uma coerência mental, não conseguia nem ao menos rezar, eu uma pessoa religiosa não conseguia manter a coerência mental nem pra rezar uma simples Ave Maria que durante toda a vida rezava, então conseguir manter na mente a idéia que todo aquele mal iria ter um fim não era tarefa fácil.
Assim passou-se o tempo, com remédios a base de Nortriptilina com o nome comercial de Pamelor e com o tranqüilizante de nome comercial Rivotril passei a conviver com a SP de forma que era possível viver.
Até aqui então esta sinopse do que passei, o que quero frisar bem é que sempre fui uma pessoa religiosa e católica e em conseqüência disso a decisão que tomei foi uma decisão de quem não tinha mais nenhuma alternativa e já havia recorrido a vários métodos de cura.
Não sei como explicar isto, mas um dia, sem mais nem nem menos veio-me um pensamento absurdo: eu deveria ir a determinado centro espírita, eu havia conhecido uma pessoa que freqüentava o dito centro espírita anos atrás de forma ocasional e nunca mais havia visto ou falado com tal pessoa ou sobre este centro.
Este pensamento insistia na minha cabeça, daí como estava completamente desesperado, me rendi e disse a minha esposa o que estava pensando, depois de algum tempo fui ao centro. Coisa que nunca tinha feito, entrar em um terreiro de Umbanda!
Coisa que sempre disse ser para simplórios e pessoas incultas, jogou-se os búzios para mim! Coisa que sempre tratei com escárnio e indiferença. Fui diagnosticado pelo Pai de Santo e pelos seus Búzios, Fez-se o trabalho para remover o mal que me atormentava e, fiz uma oferenda de flores e frutas para as Almas.
Então eu, conhecedor das ciências, do método científico, freqüentador contumaz de universidades e procedimentos palpáveis e realistas, eu “religioso” que sempre hostilizei e falei mal de umbanda e seus seguidores, Fui Curado completamente.
Em sete dias de tratamento espiritual, todo o mal que sentia foi eliminado.
Ao final do primeiro trabalho já consegui dormir razoavelmente bem á noite, ou seja consegui “sentir sono” e dormi.
Com duas semanas já conseguia caminhar normalmente, já tinha a mente limpa e sem qualquer espécie de tontura ou mal estar.
Hoje já esta quase completando 1 ano sem qualquer tipo de crise ou o mais leve mal estar que seja, nada que lembre a SP.
È Claro que me lembro dos momentos ruins, e muitas vezes quando sinto algo que se assemelhe a algum dos sintomas que anunciava a chegada de uma crise, ainda tenho mêdo que tudo aquilo possa voltar. Mas felizmente é somente resquícios das dificuldades que passei.
Hoje vivo normalmente, voltei a todas as minhas atividades normais que tinha antes da SP, continuo com o tratamento clinico, ou seja tomo pamelor diariamente, já foi reduzida a dosagem, por segurança o meu médico (que não sabe nada sobre o que meu tratamento na Umbanda) acha que devo continuar a tomar o pamelor, eu por minha vez como estou bem, qualquer decisão pra mim está legal.
Sempre que posso vou ao Terreiro de Umbanda e tomo os passes e assim vou vivendo bem.
Agora Leia Isto!!
NÃO QUERO CONVERTER NINGUÉM!!
Como disse anteriormente sempre havia abominado, escarnecido, zombado da Umbanda e seus seguidores, então aprendi de forma dura que devemos RESPEITAR outras pessoas, se elas acham que pra elas tal coisa é melhor então que seja, respeite!
Assim hoje respeito não só a Umbanda , os Orishás e todas as suas falanges como toda a opinião alheia.
O motivo que fiz esse depoimento é para mostrar a outras pessoas que sofrem que a Síndrome do Pânico tem cura. No meu caso sou eternamente grato a Umbanda e todas as pessoas que me ajudaram. Outras pessoas conseguiram se curar utilizando a medicina convencional, o fato é que é possível se curar.
No meu caso, depois que fui curado, um amigo contou-me um caso de uma pessoa no nordeste do país que se curou indo a um Centro espírita, ele ficou sem jeito de me falar isto, pois sabia da minha hojeriza a estes assuntos e não sabia que eu já tinha sido tratado no terreiro de Umbanda. O que quero dizer é que ao longo do tempo vi relatos de 4 pessoas que não conheço, nunca vi, que padeciam com a síndrome do pânico e foram curadas com a intervenção da Umbanda e uma destas pessoas com um Centro espírita Kardecista. Depois de concluir que eu não fui um caso isolado resolvi então disponibilizar esse meu depoimento com a intenção que possa ser útil a alguém.
Quero frisar que o pessoal da Umbanda nunca me cobrou nada e eu nunca paguei ou fiz qualquer doação em dinheiro ou outro tipos de bens. O Que fizeram foi tudo como prescreve a umbanda um trabalho de caridade. Paguei somente pelos elementos que foram usados no meu tratamento, 3 rosas brancas e outras flores que eu mesmo fui á floricultura e comprei, e também outras coisas como incenso, frutas,velas, etc.. todos este itens foram comprados e usados por mim durante as oferendas ou banhos com as ervas.
Digo isto para que se porventura resolver ir a um Terreiro de Umbanda, primeiro tome precaução e não seja enganado por impostores que sujam o nome da Umbanda.

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